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domingo, 27 de maio de 2012

tons de casa.

Todos  os dias quero fugir por um momento de dentro de mim e voar dentro de outros corpos, onde a existência talvez seja mais fácil (?). Bobagem. Existir já é um caos completo e seja dentro de quem for, nada pode ser mais agonizante do que ter que existir. Nos delegam a função, nos botam com a cara no vento e nem ao menos dizem: 'Vai. Voa. Pode tentar o quanto for, você não vai conseguir. Mas tente. Viva.' São nulas as direções e os espaços que nos conduzem (ou tentam) a algum lugar. 
Aqui vai mais um momento de crise, onde não cabemos mais em nós mesmos. Onde o corpo é pequeno demais pra acomodar tanta emoção. E isso não é necessariamente ruim ou obscuro, do contrário ao que pensam. Isso simplesmente é. 
Deve existir alguma coisinha dentro de nós, algum compartimento desconhecido até mesmo pelos melhores homens de laboratório, um espacinho que incha tanto quanto podemos aguentar. E às vezes não aguentamos. E ai recorremos a qualquer objeto ou sujeito que diminua ou nos faça esquecer esse inchaço no peito, por um tempo. Às vezes esse tempo dura um mês, dois, um ano e já vi casos onde dura vinte. Até que esse sujeito-objeto (por que muitas vezes deixam de ser para nos servir.) deixe o espacinho inchar novamente.
E aí vem um novo caos...












"Eles dizem: 'Ei garoto! Você encontrou o que estava procurando?'
Isso significa que eles não me conhecem

pois está aqui e é isso o que eles não podem ver..."

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Quem tem coragem não finge

É preciso ter um tempo longe daqui, tempo de ficar só. 
De andar na areia e sumir.

 
Amor verdadeiro não reage assim, pode fazer melhor. 
Esconde o medo e sorri.



Pequenos acontecimentos e ações alheias podem mudar a sua vida de um segundo pro outro. Estou borbulhando. E entre uma fervura e outra, me desintegro - querendo me entregar! São sentimentos irreversíveis que, como diria minha saudosa avó - 'te pegam na curva, menina! É, a gente sabe da existência deles mesmo querendo relutar intensamente. Eu tenho o amor dentro de mim e isso não muda, fico perdida em meio a um emaranhado de pensamentos confusos, vomito o verbo e dele nada é extraído. Vai ver é assim mesmo, um dia chega alguém que compreende todos os seus tumultos internos e se propõe a dividi-los com você. E todos saem felizes, ou pelo menos assim transparecem, até que novos tumultos cheguem e falte espaço pra repartir.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Pois é, não deu...

...deixa assim como está, sereno.
Cabeça pulsando, borboletas esmagadas no estômago e um infinito de sensações que não cabem em si. Por quê? Porque é assim e pronto, aceite. Aceitar, talvez uma das coisas que eu mais fiz nesses últimos tempos, aprender a abaixar a cabeça nunca foi um dom mas até que soube disfarçar bem. A gente fica até sem forças pra chorar. Que pranto, que nada! 'Quero dançar com outro par, pra variar, amor.'
Estranho e confuso. Mas ninguém disse que seria fácil(...)
Mais do que nunca, quero que me desliguem da tomada.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Clareia minha vida, amor...


Sem mais promessas, sem mais delongas, sem horas e sem dores.
O coração quer descanso.

Sem pressa, sem demora, sem surpresa, por hora, é só o que peço.
Sem mais fortes emoções ou paixões arrebatadoras, sem graça. 
QUE MARASMO, Deus meu!
Livrai-me de tal calamidade...

segunda-feira, 5 de julho de 2010

muitos temores nascem do cansaço[...]

Esses olhos marejados não se explicam facilmente. Talvez eu nem esteja procurando por alguma explicação, alguma lógica nesse emaranhado de pensamentos confusos. Ou talvez eu quisesse ter a certeza de que, de alguma forma, pertenço a algum lugar e que nesse lugar, as pessoas se encaixam no meu eu, na minha presença. Mas não. Não é a toa que uma das minhas passagens favoritas do Apanhador é um diálogo entre o Holden e a Sally, em que eles discutem sobre a futilidade dos grupos de seu colégio . E Holden se mostra indignado, pois aparentemente não consegue enxergar nada de nada naquele ou em outro lugar qualquer. E é exatamente como me sinto. Fora de adaptação em espaço ou tempo que seja. Sabe aquelas sensações que nos levam a horas e horas de conversas de bar e no fim da cerveja não chegamos nem à metade de expressar-se inteiramente? Pois então, esse é um exemplo fantástico de como me sinto e no momento, como só disponho da minha cama, um café e algumas torradas, não consigo ter paciência para levar isso aqui à frente e afinal, acho que não quero mais.



- Concordo! Concordo, alguns deles encontram mesmo. Mas eu só encontro isso. Compreendeu? Esse é que é o caso. É exatamente o meu problema. Não encontro praticamente nada em nada. Estou mal de vida. Estou péssimo.
- E está mesmo.