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segunda-feira, 9 de abril de 2012

palavrasvomitadas

As palavras saem vomitadas quando não se reflete sobre o que diz, quando o sentimento quer achar um signo, um beco, um canto, um colo...
as palavras regurgitam quando a cabeça pensa em infinitos porquês e os dedos tão pouco calcularam a questão...
quando o peito dói e os dedos travam.
as palavras devem sair vomitadas quando machuca demais pensar, então é melhor simplesmente escrever...escrever pra passar...
lexicoterapia
escrevo meio desconexo, meio jogado, vomitado, porque, nesse momento, só sinto que preciso disso e de um café, uma cama, um beco, um canto, um colo(...)
amanhã ainda doerá pra pensar, mais depois nem tanto, e depois menos ainda, então quem sabe, enfim, as palavras se encontrem e se entendam por si só? Sem precisar da minha confusa participação nesse diagrama da mente e também (descontente) da alma.




domingo, 25 de março de 2012

fala pra ele...






Não era de se pensar. Não precisava, já não cabiam pensamentos naquela cabecinha. A mesma mente que gritava o quão vão seria aquilo, era aquela que, silenciosamente, dava razão a todo um sentimento que diariamente crescia dentro de seu corpo, mas era anônimo. Porque os sentimentos são assim mesmo, sem nome, sem medida, simplesmente são. E são às vezes, são em pequenos momentos, em atitudes, em toques, telefonemas e batidas aceleradas no peito. Desgraça de mania que temos de nomeá-los! Amei, sim, amei demais, amei um mundo de possibilidades que acreditei até o fim. Mas pouco sei sobre os sentimentos, os meus ainda me surpreendem. Já imagino seu rosto sonolento, lembrando da minha estúpida e incansável mania de falar, falar, falar e não chegar a lugar nenhum! Eu sei, também sinto náuseas de tanto girar e de me explicar sem respirar, como se o coração estivesse na boca, pronto pra explodir, sabe? Na verdade, existe um turbilhão de emoções aqui dentro e estas (quase) nunca são verbalizadas, mas discorrem bastante mundo afora...exteriorizadas em poesia, música, beijos e abraços prolongados...em ti.



''Fala pra ele
Que ele é um sonho bom
Que mudou o tom
Da tua vida...''




Foi impossível pensar em um título que se enquadre; acho que por você ser exatamente assim, sem formas, sem padrão, sem saber-porque, apenas é. E se não quer ser, também não é. Entendeu? É você! Esse texto já perdeu o sentido na segunda linha, talvez pela minha ingenuidade de no fim encontrar uma resposta que me tranquilize. Mas não tem jeito. Se existe algo que não é tranquilo, é esse 'algo' (sem aspas, por favor) entre nós. 


E que continue assim...equilibrando-se em furacões - porque eu não quero parar de girar - e chão com teto estrelado, pra colocar tudo no seu devido lugar.
















dedicado a um quebra-cabeça pensante (e inconstante)

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

let me take you down, cause i'm going to...

'Living is easy with eyes closed
Misunderstanding all you see
It's getting hard to be someone
But it all works out
It doesn't matter much to me'




Se essa vontade de agora me consumisse, aah...Aí eu teria motivos para duvidar da minha sanidade. O orgulho ferido pode ser o melhor ponto de apoio para um coração machucado. Equilíbrio é o que procuro, vamos lá, com mais algumas doses diárias de amor-próprio e boas companhias, quem sabe, então, não cheguemos ao final deste campo? E nesse fim, depois de nos saborearmos com tantos morangos deliciosamente amargos, depois de nos enganarmos com alguns no tom mais lindo do vermelho, que, no fundo, não estavam mais do que podres, depois de pisarmos e perdermos outros realmente bons, esmagados pelo nosso egoísmo de 
simplesmente não conseguirmos amar o outro; depois de todo esse caminho, o que vem para nós? Perto de tanta natureza este mundo em que vivo se transforma em uma formiga. E como eu queria poder esmagá-las às vezes...

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Sem mais desvarios...


'Se já perdemos a noção da hora
Se juntos já jogamos tudo fora
Me conta agora como hei de partir

Se ao te conhecer
Dei pra sonhar, fiz tantos desvarios
Rompi com o mundo, queimei meus navios
Me diz pra onde é que inda posso ir

Se nós nas travessuras das noites eternas
Já confundimos tanto as nossas pernas
Diz com que pernas eu devo seguir

Se entornaste a nossa sorte pelo chão
Se na bagunça do teu coração
Meu sangue errou de veia e se perdeu

Como, se nos amamos feito dois pagãos
Teus seios ainda estão nas minhas mãos
Me explica com que cara eu vou sair'



Cansei da loucura, do delírio, do êxtase; ainda me alimento disso mas é melhor abdicar-se agora, antes que a dependência se torne crônica. A gente não morre de amor, mas decidimos morrer por ele! É uma escolha com consequências imediatas que depois de analisarmos bem, dizemos: 'Valeu a pena.' Talvez valha mesmo, mas por ora o período é de descrença...


sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Quem tem coragem não finge

É preciso ter um tempo longe daqui, tempo de ficar só. 
De andar na areia e sumir.

 
Amor verdadeiro não reage assim, pode fazer melhor. 
Esconde o medo e sorri.



Pequenos acontecimentos e ações alheias podem mudar a sua vida de um segundo pro outro. Estou borbulhando. E entre uma fervura e outra, me desintegro - querendo me entregar! São sentimentos irreversíveis que, como diria minha saudosa avó - 'te pegam na curva, menina! É, a gente sabe da existência deles mesmo querendo relutar intensamente. Eu tenho o amor dentro de mim e isso não muda, fico perdida em meio a um emaranhado de pensamentos confusos, vomito o verbo e dele nada é extraído. Vai ver é assim mesmo, um dia chega alguém que compreende todos os seus tumultos internos e se propõe a dividi-los com você. E todos saem felizes, ou pelo menos assim transparecem, até que novos tumultos cheguem e falte espaço pra repartir.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Pois é, não deu...

...deixa assim como está, sereno.
Cabeça pulsando, borboletas esmagadas no estômago e um infinito de sensações que não cabem em si. Por quê? Porque é assim e pronto, aceite. Aceitar, talvez uma das coisas que eu mais fiz nesses últimos tempos, aprender a abaixar a cabeça nunca foi um dom mas até que soube disfarçar bem. A gente fica até sem forças pra chorar. Que pranto, que nada! 'Quero dançar com outro par, pra variar, amor.'
Estranho e confuso. Mas ninguém disse que seria fácil(...)
Mais do que nunca, quero que me desliguem da tomada.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Clareia minha vida, amor...


Sem mais promessas, sem mais delongas, sem horas e sem dores.
O coração quer descanso.

Sem pressa, sem demora, sem surpresa, por hora, é só o que peço.
Sem mais fortes emoções ou paixões arrebatadoras, sem graça. 
QUE MARASMO, Deus meu!
Livrai-me de tal calamidade...

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Devastadoramente Complicado.

É sempre o mais complicado. O caminho mais longo, é pra lá que sou fortemente levada. Meu Deus, quanta dúvida! E nenhuma hesitação, que  paradoxo! É o desespero gritando dentro de mim que não me deixa olhar pra trás, ao menos. É um mundo em volta girando, girando e caindo sobre meus pés, sem se dar contar disso, tanta coisa ao redor que é ignorada. Elas voltam e cobram um preço muito alto se ignoradas de novo: O arrependimento, principalmente; uma das piores sensações que se pode ter. Por que tanta complicação se bom mesmo é viver assim, apenas vivendo? Não sei, mas se alguém descobrisse, eu daria um braço por essa informação. É um aperto tão forte no peito, daqueles que não dá pra dormir, já que sutilmente, você sente as batidas do seu coração e isso tem o poder de incomodar teu sono de forma devastadora. Devasta a mente, e não a dor. Mas passa, deve passar. A única coisa que fica é a sensação de dúvida e nesse caso, 'Por que, mesmo?' é a pior indagação de todas.