Hoje não precisava escrever sobre sentimentos mortos
coisas enterradas
ou trechos de seu alemão ou argentino preferido.
hoje deveria parar de ferver, borbulhar
pensar, pulsar.
hoje, a noite seria distinta
poderia encostar o cabelo
e olhar o teto de tsurus
sem medo do amanhã amanhecendo.
a Segunda poderia esperar
pra bagunçar um pouco mais
todo resto da semana.
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domingo, 11 de novembro de 2012
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
e assim foi.
[...] e quanto mais remexia, remoia, fundia
e esvazia
percebia todo o caos que se confundia
dentro dum mesmo.
era puro sangue,
água e vinho
fermentos e nicotina
fumaça sumia.
abre a cortina, querida.
minha vida quer gritar.
domingo, 28 de outubro de 2012
àquele que precisava
Precisava aguar as lavandas, as avencas e as hortaliças. Precisava tocar violão no sol, no chão, em todos os cantos da casa. Precisava tirar o cochilo de 20 minutos depois do almoço. E acordar assustado com um toque. Precisava arrumar a cortina, o quarto, o tapete. Precisava ler livros. Escrever mais. Não precisava precisar de coisas - como nós. Não precisava de vento na cara, mas talvez precisasse de vento nas pernas. Precisava correr, precisava tomar banho de cachoeira. Pensava que precisava fumar. Acho que precisava. Precisava preparar as aulas e descansar com cerveja. Talvez precisasse dela. Talvez não. Talvez quisesse, apenas. Precisava alimentar as aranhas. Precisava estar dentro de alguém. Aliviar. Descarregar. Entregar-se. Apertar. Queria sentar no banco de madeira e viver de música. Viver de cheiro de natureza. De essência e inflorescência. Queria mostrar que não era bem assim...Decidiu que não precisava mais de roupas. Acordou e não arrumou a cama. Não precisava de mais nada. Fugiu p'ro meio do ar...
...e todo mundo julgava conhecê-lo.
...e todo mundo julgava conhecê-lo.
Marcadores:
aconteceu.,
sossego,
uma bobagem qualquer
Local:
Assis - São Paulo, Brasil
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
desviando...
É claro que a gente se encontra se perdendo. Tá, tá...é bem verdade e não teria melhor clichê pra descrever esse meu momento. Esse momento só meu, de tanta reviravolta, desconstruções e sensações.
Parece que às vezes as pessoas decidem jogar todos nossos sentimentos num liquidificador e depois de pronto, jogam fora a receita sem nem ao menos nos ensinar! Tenho brincado muito disso nos últimos tempos...e é algo viciante. Me parece que já não acho mais o meu ponto de equilíbrio. Me viciei em desequilibrar, ou pelo menos em buscar quem faça isso por mim. Estar fora de si, fugir para outra realidade, outra dimensão, ou mudar o caminho de todo dia às vezes, mesmo que isso exija mais tempo.
Desviar as rotas da rotina. Até quando?
Parece que às vezes as pessoas decidem jogar todos nossos sentimentos num liquidificador e depois de pronto, jogam fora a receita sem nem ao menos nos ensinar! Tenho brincado muito disso nos últimos tempos...e é algo viciante. Me parece que já não acho mais o meu ponto de equilíbrio. Me viciei em desequilibrar, ou pelo menos em buscar quem faça isso por mim. Estar fora de si, fugir para outra realidade, outra dimensão, ou mudar o caminho de todo dia às vezes, mesmo que isso exija mais tempo.
Desviar as rotas da rotina. Até quando?
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
escalada.
Como se estivéssemos continuamente pré-destinados a caminhar sempre e sempre na mesma direção, embora as paisagens e os personagens pareçam tão distintos, estamos sempre na mesma linha, na mesma reta, olhando apenas de outra perspectiva. Os caminhos tão sujos e entulhados que nos turvam a vista e amarram os pés. Sempre e sempre...
Criamos esconderijos e lugares secretos onde depositamos todas nossas esperanças, medos, paixões, desejos em busca de algo real. Ou que nos façam sentir reais e não mais uma unidade. Dizemos não à algumas rotas e quando olhamos mais de perto, chegamos ao destino que deveríamos.
Acho que no final de tudo, não importa a trilha, muito menos o destino final. Acredito em algo muito maior, algo nesse ínterim que nos faz sentir vivos nem que seja por um mínimo segundo.
Medo de chegar a lugar nenhum.
terça-feira, 6 de julho de 2010
Por favor, desliguem seus pagers e celulares.
Era só isso que eu queria. Era tudo uma questão de paz e ar fresco. Normalmente eu encontraria isso na praia, mas nem a praia me satisfazia mais. Isso chegou a ser meio preocupante, levando em conta que às vezes me sinto em situações diárias de fugas. Tenho a impressão de que nunca estou satisfeita com nada e fujo. O tédio me acha, eu corro. As pessoas me acham, eu corro. Chegam as preocupações, as contas, até as calorias! E eu fujo, sem perceber. Dou as costas para quase tudo que um dia me tiraria o sono. Descobrir que ver uma criança de seis anos brincando com seus bonecos de plástico ou uma linda menina de cachinhos loiros, olhos bem azuis e uma mãozinha tão delicada e ao mesmo tempo tão forte, capaz de agarrar a sua boneca enquanto tenta não perder o impulso no balanço não tem preço, foi de longe uma das melhores sensações que tive hoje. E só de pensar que muita gente vai embora sem nunca ter percebido isso...dá um nó no coração!
Hoje eu só quero saber de dormir em paz...
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