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sexta-feira, 4 de outubro de 2013
Não abaixa muito! Deixa essa louça ai, eu lavo pra ti...Já almoçou? Já tomou cafezinho da tarde? Já comeu uma fruta? Já foi no médico? Já jantou? E o dentista? Eu carrego isso pra ti. Mas isso tá pesado demais, menina! Como raios isso foi acontecer? Você tem noção do que fez com a tua vida? Tua vida acabou...Você acha que vai conseguir terminar os estudos? E as festinhas? E a formatura? Vai entrar barriguda mesmo? Não há vestido que sirva...Agora você tem que me ouvir. Não diga que eu não avisei. Mas essa criaturinha vai ser a alegria da família! Já sabe o nome? E o quarto? E os esportes? Não pode deixar de praticar. Faça de tudo para não engordar mais de 1kg por mês. E o pai? Apoia? Tá trabalhando? Estudando? Mas você tem noção do que fez com a tua vida?
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manhã de caos e cães.,
uma bobagem qualquer
sexta-feira, 1 de março de 2013
errata da gramática
retomo os versos
recrio
converso
invento rimas
dou cria ao universo.
reconheço e atravesso
elaboro a métrica
saio da reta
e vou pela encruzilhada.
meio atrapalhada,
meio descambaleada
meio nada.
recrio
converso
invento rimas
dou cria ao universo.
reconheço e atravesso
elaboro a métrica
saio da reta
e vou pela encruzilhada.
meio atrapalhada,
meio descambaleada
meio nada.
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perdas provisórias,
uma bobagem qualquer
domingo, 28 de outubro de 2012
àquele que precisava
Precisava aguar as lavandas, as avencas e as hortaliças. Precisava tocar violão no sol, no chão, em todos os cantos da casa. Precisava tirar o cochilo de 20 minutos depois do almoço. E acordar assustado com um toque. Precisava arrumar a cortina, o quarto, o tapete. Precisava ler livros. Escrever mais. Não precisava precisar de coisas - como nós. Não precisava de vento na cara, mas talvez precisasse de vento nas pernas. Precisava correr, precisava tomar banho de cachoeira. Pensava que precisava fumar. Acho que precisava. Precisava preparar as aulas e descansar com cerveja. Talvez precisasse dela. Talvez não. Talvez quisesse, apenas. Precisava alimentar as aranhas. Precisava estar dentro de alguém. Aliviar. Descarregar. Entregar-se. Apertar. Queria sentar no banco de madeira e viver de música. Viver de cheiro de natureza. De essência e inflorescência. Queria mostrar que não era bem assim...Decidiu que não precisava mais de roupas. Acordou e não arrumou a cama. Não precisava de mais nada. Fugiu p'ro meio do ar...
...e todo mundo julgava conhecê-lo.
...e todo mundo julgava conhecê-lo.
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uma bobagem qualquer
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Assis - São Paulo, Brasil
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
vai-e-vem
As poesias que não saem da cabeça. O dia-a-dia mais longo do mundo. Nem 24 horas bastariam. As centenas de prosas e versos que eu nunca mostrarei. Nem pra mim mesma. As palavras que não disse. E as que disse. Os meninos malabaristas do canal. Eram professores. A Tia Ucha da segunda série e o seu violão. Os dias de brinquedo. A sexta-feira prometida. O dia da piscina. O corpo que se escondia. O salto olímpico mais alto que já dei. Que nunca se repetirá. As primeiras pulseiras. As miçangas. Junto com as linhas. O escorregador de tinta fresca. A piscina de bolinha que traumatizou. A primeira cachorra. O primeiro peixe. O cheiro da ração. Os dias de morte. A melhor batata frita do mundo. O quartinho da bagunça. O primeiro computador. Meu jornal de papel. As horas despendidas para o primeiro site. A banda favorita. O primeiro show da banda favorita. As poesias de $0,10 centavos. As férias em Peruíbe. O cheiro do cloro da piscina. O cheiro da baleia-boia. O cheiro do churrasco. A casa do Tio Leão. O chinelinho da Mônica e o tênis da Jessie. O tênis de luz vermelha. A Barbie que eu nunca tive. O melhor Natal. E o pior. A coleção infinita de livros. Os livros de borracha. De madeira. De plástico(...). Os livros que eu nunca escrevi. Os que eu ainda escreverei. A textura da serpentina. E dos confetes. O carnaval no clube. A casa da Tia Celeste. As pegadas do coelho-avô-da-Páscoa. O desejo de ter mais que 12 anos. O medo que segue até hoje. A cerveja do pai. A vitrola do avô. Os bordados da mãe. O açúcar roubado. Os beijos roubados. O jeito precoce. As comidas de água e farinha. A cozinha perfeita. Não era mais tão perfeita assim. A primeira montanha-russa. Despencou.
O tudo que eu fui e morreu. E tudo que eu ainda posso ser.
Nostalgia não é tristeza. Ao contrário.
O tudo que eu fui e morreu. E tudo que eu ainda posso ser.
Nostalgia não é tristeza. Ao contrário.
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Assis - São Paulo, Brasil
terça-feira, 27 de setembro de 2011
Pano de confetes.
A gente sabe que esvaziou quando, quanto mais respiramos, menos conseguimos sentir. E não é por falta de querer mas, como dizia um carequinha muito do sabido, 'por limitação humana'.
Nada.
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.
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Vazio e oco cabem em uma mesma oração?
.
Ele sonhou que algo estava errado e, sonhando acordada do outro lado, ela também sabia que algo não se encaixava. Mas seguiam em frente como se a verdade fosse incapaz de saltar aos olhos. Nada era forte o suficiente para tirar-lhe o sono.
Nada.
Até essa noite.
.
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Fugir nunca soou tão excitantemente.
Nada.
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Vazio e oco cabem em uma mesma oração?
.
Ele sonhou que algo estava errado e, sonhando acordada do outro lado, ela também sabia que algo não se encaixava. Mas seguiam em frente como se a verdade fosse incapaz de saltar aos olhos. Nada era forte o suficiente para tirar-lhe o sono.
Nada.
Até essa noite.
.
.
.
.
Fugir nunca soou tão excitantemente.
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insônia,
sentimento,
uma bobagem qualquer
terça-feira, 23 de agosto de 2011
blablabla
Tenho pensado tanto, sempre abro essa página querendo dizer algo que eu nem sei o quê! Aí me sinto oca, estupidamente vazia sem conseguir verbalizar nada do que eu sinto. E rasgo de novo outra folha de papel com algumas frases desconexas rabiscadas. Tanta correria pra lá e pra cá, tanta gente sufocando suas vontades e seus desejos que você começa a questionar-se se é isso mesmo que você sente ou só mais um devaneio perdido...As pessoas demoram tanto pra fazer-se entender e quando finalmente fazem...ninguém entende nada!! Assim como no final deste monólogo ausente de sentido e semântica, assim como fingimos compreender uma equação terrivelmente assustadora ou uma simples frase filosófica, no final tudo fica sem compreensão.
É...é assim mesmo. E, ainda assim, me sinto aliviada de ter desmanchado tanta asneira!!
É...é assim mesmo. E, ainda assim, me sinto aliviada de ter desmanchado tanta asneira!!
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
sereníssima
Às vezes é melhor se deixar levar, cair de cara com o chão pode ser menos impactante que viver algo irreal e se deparar com isso em um certo momento da sua vida. O choque pode ser brutal e irreversível. E poucas coisas na vida são irreversíveis. Esse animal cheio de impulsos dentro de mim não adormece nunca - e também nunca aprende que a calmaria pode ser uma alternativa menos complicada.
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Uma criança com o seu olhar.
"Que bom viver, como é bom sonhar e o que ficou pra trás, passou e eu não me importei. Foi até melhor, tive que pensar em algo novo que fizesse sentido. Ainda vejo o mundo com os olhos de criança que só quer brincar, e não tanta responsa, mas a vida cobra sério e realmente não dá pra fugir. Livre pra poder sorrir, sim. Livre pra poder buscar o meu lugar ao sol!"
Que atire a primeira pedra quem nunca se pegou pensando em 'como seria se...'. Tomamos um rumo em nossas vidas que nunca, nem em nossos sonhos mais loucos, imaginaríamos tomar. Talvez você seja uma pessoa bem sem graça e esteja em uma posição que você planejou anos antes. Que marasmo, meu Deus! A grande beleza da vida é poder contornar as voltas e as passadas de perna que ela te dá. Sim, você pode ter errado em algumas decisões, mas e daí? Você sempre vai poder recomeçar. Se passássemos mais tempo vivendo do que planejando, realizando do que sonhando, com certeza seríamos bem mais felizes, sem tantas dúvidas rondando a nossa minúscula e insignificante cabecinha.
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