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segunda-feira, 10 de outubro de 2011
escalada.
Como se estivéssemos continuamente pré-destinados a caminhar sempre e sempre na mesma direção, embora as paisagens e os personagens pareçam tão distintos, estamos sempre na mesma linha, na mesma reta, olhando apenas de outra perspectiva. Os caminhos tão sujos e entulhados que nos turvam a vista e amarram os pés. Sempre e sempre...
Criamos esconderijos e lugares secretos onde depositamos todas nossas esperanças, medos, paixões, desejos em busca de algo real. Ou que nos façam sentir reais e não mais uma unidade. Dizemos não à algumas rotas e quando olhamos mais de perto, chegamos ao destino que deveríamos.
Acho que no final de tudo, não importa a trilha, muito menos o destino final. Acredito em algo muito maior, algo nesse ínterim que nos faz sentir vivos nem que seja por um mínimo segundo.
Medo de chegar a lugar nenhum.
sábado, 28 de agosto de 2010
Próxima parada: Estação dos amores interrompidos.
Poderia ser mais fácil perder-te e não me importar.
Me perdendo junto de ti, dentro de ti, seria mais fácil.
Absolutamente mais fácil.
A espera é longa, o tempo dói e as horas não passam.
O longo trem passa, para e você não desce.
Desaparece em meus dias, hoje tão sem emoções.
Nos corações de quem fica, um pouco de você está aqui
Isso conforta, amansa, mas não cura
Dura uma eternidade olhar no grande relógio, que marca 20:55.
Em meio a próxima estação, me perco dentro de olhares
Procurando somente a ti, que aqui não está
Eu espero o que for,
E que a dor não perdure[...]
Me perdendo junto de ti, dentro de ti, seria mais fácil.
Absolutamente mais fácil.
A espera é longa, o tempo dói e as horas não passam.
O longo trem passa, para e você não desce.
Desaparece em meus dias, hoje tão sem emoções.
Nos corações de quem fica, um pouco de você está aqui
Isso conforta, amansa, mas não cura
Dura uma eternidade olhar no grande relógio, que marca 20:55.
Em meio a próxima estação, me perco dentro de olhares
Procurando somente a ti, que aqui não está
Eu espero o que for,
E que a dor não perdure[...]
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
9ºC
Queria escrever algo.
Algo que ninguém pudesse entender,
Que só meu corpo cantasse e minha alma ouvisse.
Mas me sinto tão inteira,
Tão completamente bem
Transparecendo luz
Que até o mais insensível dos seres
Perceberia que você chegou.
E junto de você, toda essa alegria
Essa calmaria que me tira a calma
E me atira na cama
Com o nosso encaixe tão perfeito
Como se só isso bastasse
Teu riso no meu riso
E teu abraço no meu braço
Um feito de dois
Queria isto do agora até o depois.
Algo que ninguém pudesse entender,
Que só meu corpo cantasse e minha alma ouvisse.
Mas me sinto tão inteira,
Tão completamente bem
Transparecendo luz
Que até o mais insensível dos seres
Perceberia que você chegou.
E junto de você, toda essa alegria
Essa calmaria que me tira a calma
E me atira na cama
Com o nosso encaixe tão perfeito
Como se só isso bastasse
Teu riso no meu riso
E teu abraço no meu braço
Um feito de dois
Queria isto do agora até o depois.
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paixões,
perdas provisórias,
poemas
quarta-feira, 28 de julho de 2010
As Pontes de Madson
There is a pleasure in the pathless woods,
There is a rapture on the lonely shore,
There is society, where none intrudes,
By the deep sea, and music in its roar:
I love not man the less, but Nature more,
From these our interviews, in which I steal
From all I may be, or have been before,
To mingle with the Universe, and feel
What I can ne’er express, yet cannot all conceal.
L. Byron
Mais do que me jogar de cabeça. É não ter medo de fazê-lo, de errar, de enfrentar todas as desilusões que possam ocorrer. Começa assim, pequenas doses de paixão, suor, palavras que aceleram as batidas no peito. A imaginação viaja por todos os mundos e mesmo assim você não acredita que isso está acontecendo com você. Não nesse instante, quando tudo parecia tão paralelo, tão distante e tão...sem graça. Nem do mais alto precipício, nem da mais alta ponte eu conseguiria sentir tal emoção. Sou exagerada, confesso. Intensidade deveria ser meu nome do meio e sem noção o sobrenome. Mas a teimosia me pega fazendo cócegas para que eu insista em insistir. Aquela velha história da romântica incorrigível dá as caras novamente[...]
O importante não é o quanto eu arrisque e erre, e sim o quanto de aprendizado eu consigo tirar disso. E o veredicto final é sempre o mesmo: nunca aprenderei nada; nem com as paixões, muito menos com o amor.
O importante não é o quanto eu arrisque e erre, e sim o quanto de aprendizado eu consigo tirar disso. E o veredicto final é sempre o mesmo: nunca aprenderei nada; nem com as paixões, muito menos com o amor.
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