segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Vento no Litoral

Como um sopro, um brisa leve e passageira, chegaste
Chegaste e eu nem me lembro como
Como partes de novo?
E de novo nossas vidas se distanciam de pouco em pouco
Poucas milhas nos afastam e nos aproximam um do outro
O outro que nos envolve, nos entristece, nos mata
Morrer de amor deve ser nobre
Não acredito nisso e nunca acreditei em reis
Reinado do meu corpo que você tomou posse
Eu nem me lembro como era antes[...]

E sobre nós?
Nossos planos e sonhos que eu desejo acreditar
E arriscar até perder as forças
Força que me deste e me tiraste em segundos
Segundos que não passam desde o momento em que fui embora
Voltaria no tempo para viver o antes
Agora já tão distante.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

As Pontes de Madson

There is a pleasure in the pathless woods,
There is a rapture on the lonely shore,
There is society, where none intrudes,
By the deep sea, and music in its roar:
I love not man the less, but Nature more,
From these our interviews, in which I steal
From all I may be, or have been before,
To mingle with the Universe, and feel
What I can ne’er express, yet cannot all conceal.
                                                                                       L. Byron




Mais do que me jogar de cabeça. É não ter medo de fazê-lo, de errar, de enfrentar todas as desilusões que possam ocorrer. Começa assim, pequenas doses de paixão, suor, palavras que aceleram as batidas no peito. A imaginação viaja por todos os mundos e mesmo assim você não acredita que isso está acontecendo com você. Não nesse instante, quando tudo parecia tão paralelo, tão distante e tão...sem graça. Nem do mais alto precipício, nem da mais alta ponte eu conseguiria sentir tal emoção. Sou exagerada, confesso. Intensidade deveria ser meu nome do meio e sem noção o sobrenome. Mas a teimosia me pega fazendo cócegas para que eu insista em insistir. Aquela velha história da romântica incorrigível dá as caras novamente[...]
O importante não é o quanto eu arrisque e erre, e sim o quanto de aprendizado eu consigo tirar disso. E o veredicto final é sempre o mesmo: nunca aprenderei nada; nem com as paixões, muito menos com o amor.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Por favor, desliguem seus pagers e celulares.

Era só isso que eu queria. Era tudo uma questão de paz e ar fresco. Normalmente eu encontraria isso na praia, mas nem a praia me satisfazia mais. Isso chegou a ser meio preocupante, levando em conta que às vezes me sinto em situações diárias de fugas. Tenho a impressão de que nunca estou satisfeita com nada e fujo. O tédio me acha, eu corro. As pessoas me acham, eu corro. Chegam as preocupações, as contas, até as calorias! E eu fujo, sem perceber. Dou as costas para quase tudo que um dia me tiraria o sono. Descobrir que ver uma criança de seis anos brincando com seus bonecos de plástico ou uma linda menina de cachinhos loiros, olhos bem azuis e uma mãozinha tão delicada e ao mesmo tempo tão forte, capaz de agarrar a sua boneca enquanto tenta não perder o impulso no balanço não tem preço, foi de longe uma das melhores sensações que tive hoje. E só de pensar que muita gente vai embora sem nunca ter percebido isso...dá um nó no coração!
Hoje eu só quero saber de dormir em paz...

segunda-feira, 5 de julho de 2010


"Não dá mais pra mim. Pra eu poder viver aqui sem ter a ti. Não dava pra prever que eu não ia mais te ter, não dava pra saber que ia me deixar, me trocar por outro alguém. Olho para trás e ver a alegria que você não foi capaz de me causar. Penso nesse tempo que passei sem perceber que não queria mais e hoje estás com outro alguém[...]"


muitos temores nascem do cansaço[...]

Esses olhos marejados não se explicam facilmente. Talvez eu nem esteja procurando por alguma explicação, alguma lógica nesse emaranhado de pensamentos confusos. Ou talvez eu quisesse ter a certeza de que, de alguma forma, pertenço a algum lugar e que nesse lugar, as pessoas se encaixam no meu eu, na minha presença. Mas não. Não é a toa que uma das minhas passagens favoritas do Apanhador é um diálogo entre o Holden e a Sally, em que eles discutem sobre a futilidade dos grupos de seu colégio . E Holden se mostra indignado, pois aparentemente não consegue enxergar nada de nada naquele ou em outro lugar qualquer. E é exatamente como me sinto. Fora de adaptação em espaço ou tempo que seja. Sabe aquelas sensações que nos levam a horas e horas de conversas de bar e no fim da cerveja não chegamos nem à metade de expressar-se inteiramente? Pois então, esse é um exemplo fantástico de como me sinto e no momento, como só disponho da minha cama, um café e algumas torradas, não consigo ter paciência para levar isso aqui à frente e afinal, acho que não quero mais.



- Concordo! Concordo, alguns deles encontram mesmo. Mas eu só encontro isso. Compreendeu? Esse é que é o caso. É exatamente o meu problema. Não encontro praticamente nada em nada. Estou mal de vida. Estou péssimo.
- E está mesmo.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

- ainda me lembro de tudo que eu quero esquecer[...]

É engraçado o poder que as memórias têm sobre a nossa imaginação. Eu deveria estar estudando pra uma prova muito foda nesse exato momento, mas não consigo. Não consigo simplesmente por causa de uma música que sempre me deixa do mesmo jeito - mal pra caralho! Acho que todo mundo passa por isso algumas vezes na vida, mas comigo é sempre, incrível. Fico pensando e matutando sobre as coisas que eu fiz naquela época que foram uma puta perda de tempo ou até mesmo uma idiotice tremenda. E arrependimento é foda, todo mundo sabe - mata a gente. Tenho medo dessas coisas que vira e mexe ocupam um grande espaço na nossa cabeça, nos nossos pensamentos. Medo de passar o resto da vida pensando nisso. Afinal, já se passaram dois anos e meio, mas pensando bem até que é pouco tempo. Quando eu estiver com 25 anos volto a me preocupar ha ha ha.
Acho que não ia conseguir estudar se não viesse aqui e desabafasse um pouquinho :)

quarta-feira, 31 de março de 2010

Time to grow up!

O amadurecimento me causa muito medo. Desde que me mudei para a pequena cidadezinha chamada Assis, não derramei nenhuma lágrima - tirando o dia que vi meus pais voltando para Santos, mas durou uns cinco minutos e pronto. Foi como se nada tivesse acontecido. A segunda vez que as lágrimas caíram foi dentro do ônibus Assis-Santos, pensando que depois de um mês inteiro sem voltar para casa, eu finalmente teria minha cama, minha cidade, minha praia. Mas e daí? Será que seria a mesma coisa? Será que eu conseguiria me REadaptar? A pior coisa dentro disso tudo, é a oscilação entre um costume e outro, uma terra e outra, um certo grupo de pessoas e outro. Coisas tão diferentes que estão em constante desequilíbrio e eu tenho que lutar para permanecer estável nessa gangorra de sentimentos. Quando a "ficha cai" e você percebe que agora não tem mais jeito, que desistir nem passa pela sua cabeça e enfrentar todas as dificuldades é o que você terá que fazer nos próximos cinco anos da sua vida, dá um certo frio na barriga, uma certa interrogação gigante brota na sua mente, mas o resultado vai valer a pena. Eu sei que valerá!