sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Nesse incompleto vem e vai.
É certo que me pego pensando e revirando noites em que até mesmo o travesseiro perde a paciência. Acontece. E se eu pudesse evitar, voltaria sempre para o mesmo sonho bom do qual não deveria ter acordado muito. Ou será que era um pesadelo em que alguém, felizmente, me despertou antes que fosse tarde demais? Fui bruscamente acordada, pega de surpresa e obrigada a caminhar sozinha em meio a todo aquele ermo das ruas da tua casa. Foi bom, pelo menos por enquanto tenho tempo para juntar todos os pedaços.O que era onírico agora se fez real e o que era real...talvez nunca tenha sido.
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Quem tem coragem não finge
É preciso ter um tempo longe daqui, tempo de ficar só.
De andar na areia e sumir.
Amor verdadeiro não reage assim, pode fazer melhor.
Esconde o medo e sorri.
Pequenos acontecimentos e ações alheias podem mudar a sua vida de um segundo pro outro. Estou borbulhando. E entre uma fervura e outra, me desintegro - querendo me entregar! São sentimentos irreversíveis que, como diria minha saudosa avó - 'te pegam na curva, menina! É, a gente sabe da existência deles mesmo querendo relutar intensamente. Eu tenho o amor dentro de mim e isso não muda, fico perdida em meio a um emaranhado de pensamentos confusos, vomito o verbo e dele nada é extraído. Vai ver é assim mesmo, um dia chega alguém que compreende todos os seus tumultos internos e se propõe a dividi-los com você. E todos saem felizes, ou pelo menos assim transparecem, até que novos tumultos cheguem e falte espaço pra repartir.
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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Pois é, não deu...
...deixa assim como está, sereno.
Cabeça pulsando, borboletas esmagadas no estômago e um infinito de sensações que não cabem em si. Por quê? Porque é assim e pronto, aceite. Aceitar, talvez uma das coisas que eu mais fiz nesses últimos tempos, aprender a abaixar a cabeça nunca foi um dom mas até que soube disfarçar bem. A gente fica até sem forças pra chorar. Que pranto, que nada! 'Quero dançar com outro par, pra variar, amor.'
Estranho e confuso. Mas ninguém disse que seria fácil(...)
Mais do que nunca, quero que me desliguem da tomada.
Cabeça pulsando, borboletas esmagadas no estômago e um infinito de sensações que não cabem em si. Por quê? Porque é assim e pronto, aceite. Aceitar, talvez uma das coisas que eu mais fiz nesses últimos tempos, aprender a abaixar a cabeça nunca foi um dom mas até que soube disfarçar bem. A gente fica até sem forças pra chorar. Que pranto, que nada! 'Quero dançar com outro par, pra variar, amor.'
Estranho e confuso. Mas ninguém disse que seria fácil(...)
Mais do que nunca, quero que me desliguem da tomada.
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sábado, 27 de novembro de 2010
All my loving,
...i'll send to you.
Nem inspiração sobra, todas as forças agora tão enfraquecidas e tão deixadas de lado. Não fomos nós que escolhemos assim, mas com certeza procuramos. O que te sobra além das coisas causais? Um monte de palavras jogadas que agora se perderam no espaço do sentido.
Não quero sair pra brincar, olhar o céu que não é mais tão bonito assim e simplesmente porque alguma coisa perdeu o tom. Quero novamente tonalizar, desanuviar, sentir, mas...antes de tudo, ser. Ser mais, sempre mais e não perder aquela singularidade que antes, era o motivo de orgulho maior. Deveria ser proibido despersonificar alguém, entregar-se por inteira e não ter a metade de volta. Falta a metade, falta o todo que antes era completo. Ou pelo menos achava-se isso. Chega dessa história de indagar a mente(...)
.
.
.
.
Com o intento de não perder o brilho.
Nem inspiração sobra, todas as forças agora tão enfraquecidas e tão deixadas de lado. Não fomos nós que escolhemos assim, mas com certeza procuramos. O que te sobra além das coisas causais? Um monte de palavras jogadas que agora se perderam no espaço do sentido.
Não quero sair pra brincar, olhar o céu que não é mais tão bonito assim e simplesmente porque alguma coisa perdeu o tom. Quero novamente tonalizar, desanuviar, sentir, mas...antes de tudo, ser. Ser mais, sempre mais e não perder aquela singularidade que antes, era o motivo de orgulho maior. Deveria ser proibido despersonificar alguém, entregar-se por inteira e não ter a metade de volta. Falta a metade, falta o todo que antes era completo. Ou pelo menos achava-se isso. Chega dessa história de indagar a mente(...)
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Com o intento de não perder o brilho.
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
sereníssima
Às vezes é melhor se deixar levar, cair de cara com o chão pode ser menos impactante que viver algo irreal e se deparar com isso em um certo momento da sua vida. O choque pode ser brutal e irreversível. E poucas coisas na vida são irreversíveis. Esse animal cheio de impulsos dentro de mim não adormece nunca - e também nunca aprende que a calmaria pode ser uma alternativa menos complicada.
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Clareia minha vida, amor...
Sem mais promessas, sem mais delongas, sem horas e sem dores.
O coração quer descanso.
O coração quer descanso.
Sem pressa, sem demora, sem surpresa, por hora, é só o que peço.
Sem mais fortes emoções ou paixões arrebatadoras, sem graça.
QUE MARASMO, Deus meu!
Livrai-me de tal calamidade...
Livrai-me de tal calamidade...
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sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Devastadoramente Complicado.
É sempre o mais complicado. O caminho mais longo, é pra lá que sou fortemente levada. Meu Deus, quanta dúvida! E nenhuma hesitação, que paradoxo! É o desespero gritando dentro de mim que não me deixa olhar pra trás, ao menos. É um mundo em volta girando, girando e caindo sobre meus pés, sem se dar contar disso, tanta coisa ao redor que é ignorada. Elas voltam e cobram um preço muito alto se ignoradas de novo: O arrependimento, principalmente; uma das piores sensações que se pode ter. Por que tanta complicação se bom mesmo é viver assim, apenas vivendo? Não sei, mas se alguém descobrisse, eu daria um braço por essa informação. É um aperto tão forte no peito, daqueles que não dá pra dormir, já que sutilmente, você sente as batidas do seu coração e isso tem o poder de incomodar teu sono de forma devastadora. Devasta a mente, e não a dor. Mas passa, deve passar. A única coisa que fica é a sensação de dúvida e nesse caso, 'Por que, mesmo?' é a pior indagação de todas.
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