domingo, 19 de junho de 2011

as cores bonitas.

Queria achar frases prontas, algo finalizado para não ter que lembrar mais uma vez de todos os bons momentos que passaram. Mas é impossível, inevitável e inútil querer se proteger das lembranças que vem à tona.
Despedidas deveriam ser proibidas. Não consigo achar outra razão para o meu pranto, que não seja essa imensa solidão a que estamos constantemente condenados. Esse vai e vem de pessoas em nossas vidas, toda vulnerabilidade que existe aqui dentro; tudo, tudo isso deveria ser proibido. 
O que é a saudade? O que é esse medo que nos assombra como se o mundo fosse acabar amanhã e todas as nossas chances fossem desperdiçadas? Quantas pessoas não passam e simplesmente passam? Quantas vezes deixamos de falar algo com medo de ouvir a resposta? Quanto abraços ou 'eu te amo' faltaram na sua vida?


Eu não quero perder mais um milésimo de segundo...





E quando o dia não passar de um retrato
                                                           Colorindo de saudade o meu quarto
Só aí vou ter certeza de fato
Que eu fui feliz.'

quarta-feira, 18 de maio de 2011

'Let the children lose it
Let the children use it
Let all the children blue again'



Algumas responsabilidades deixadas para a última hora (de praxe) e ainda assim está tudo bem. Meio perdida, meio jogada de canto, querendo procurar algum encaixe, alguma peça que ela sabe que no fundo...tudo bem, talvez nem tão fundo assim, talvez seja evidente demais o quanto do vazio foi deixado dentro dela. Querer se agarrar em algo na tentativa de suprir aquilo que um dia fez sentido é tão clichê que sempre vira poesia! E poesias cansam...quem as escreve, quem as lê e finge que aprecia, cansam mais que os apaixonados. Cansada destes e daquilo outro só lhe resta assentar uma batalha consigo. Daquelas que fatigam e no fim não existe vencedor. 




Ahh...essa e(fusão) dentro dela... 
 

domingo, 1 de maio de 2011

Pequenas doses de vazio.

Poderia ser a fome ou o sono.
Poderia ser também aquela imensidão de palavras ditas
E atiradas a esmo...

Poderia ser a enxaqueca 
E todas as dúvidas que ela trouxe-me
Junto com você
E de todas essas maravilhosas madrugadas de apneia.

Deixar de devaneios e partir para o concreto seria mais fácil...




'Ela tem muita dúvida como todos têm. 
Mas nem todos sabem a beleza de saber lidar com a tristeza. 
Ela sabe'.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Desopilantes Amores

"Os equívocos resultantes da incapacidade fundamental que tem o homem de comunicar-se com os outros, e também consigo mesmo(...)Surgem desses mal-entendidos novas circunstâncias e novas personalidades que os amantes têm dificuldade em reconhecer, e que podem ser reveladoras ou ameaçadoras. Seus amores não descem nunca a níveis profundos de comunicação, e por isso eles são vulneráveis a qualquer situação que coloque sob um ângulo novo as pessoas amadas. No fundo, são amores mais trágicos do que risíveis, porque distantes de um entendimento autêntico entre os que se amam."


Risíveis Amores, de Milan Kundera.



Ps.: Obrigada, Lucy!

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Tudo novo de novo(...)

"Vamos começar
Colocando um ponto final
Pelo menos já é um sinal
De que tudo na vida tem fim
Vamos acordar
Hoje tem um sol diferente no céu
Gargalhando no seu carrossel
Gritando nada é tão triste assim"


A calmaria chegou, enfim! Hoje até o Sol - embora esteja ele, timidamente atrás de algumas nuvens - parece sorrir pra mim. O final, nesse ínterim, não foi tão penoso como parecia nas primeiras horas e hoje consigo olhar tanto para dentro, quanto para fora e entender claramente que as coisas simplesmente acontecem e o mundo nunca vai parar de girar se em algum momento eu implorar para descer. É a famosa roda gigante, incessante e insensata, da qual todos fazemos parte. Repetindo nossos atos tão inócuos diante dos próprios olhos e pés, cabeças, mãos e coração...repetindo o ontem, hoje, amanhã e sempre. Nos jogando desse mesmo abismo, que outrora quase nos afogou e ao mesmo proporcionou-nos um gozo íntimo.
Tudo novo de novo, mas, se repararmos atentamente, talvez o novo seja apenas o velho mascarado com outras emoções para novamente nos fazer cair! E isso só descobriremos começando de novo e de novo e sempre...


"E vamos terminar
Inventando uma nova canção
Nem que seja uma outra versão
Pra tentar entender que acabou
Mas é tudo novo de novo
Vamos nos jogar onde já caímos

Tudo novo de novo
Vamos mergulhar do alto onde subimos"

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

let me take you down, cause i'm going to...

'Living is easy with eyes closed
Misunderstanding all you see
It's getting hard to be someone
But it all works out
It doesn't matter much to me'




Se essa vontade de agora me consumisse, aah...Aí eu teria motivos para duvidar da minha sanidade. O orgulho ferido pode ser o melhor ponto de apoio para um coração machucado. Equilíbrio é o que procuro, vamos lá, com mais algumas doses diárias de amor-próprio e boas companhias, quem sabe, então, não cheguemos ao final deste campo? E nesse fim, depois de nos saborearmos com tantos morangos deliciosamente amargos, depois de nos enganarmos com alguns no tom mais lindo do vermelho, que, no fundo, não estavam mais do que podres, depois de pisarmos e perdermos outros realmente bons, esmagados pelo nosso egoísmo de 
simplesmente não conseguirmos amar o outro; depois de todo esse caminho, o que vem para nós? Perto de tanta natureza este mundo em que vivo se transforma em uma formiga. E como eu queria poder esmagá-las às vezes...

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

mais tarde




'Eu quis te conhecer, mas tenho que aceitar...

Caberá ao nosso amor o eterno ou o não dá.
Pode ser cruel a eternidade,
Eu ando em frente por sentir vontade.
(...)
Eu quis te convencer, mas chega de insistir...Caberá ao nosso amor o que há de vir.Pode ser a eternidade má,Caminho em frente pra sentir saudade.'


É que às vezes é tão real...