terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

tirem seus medos de nós!

Um dia levantar da cama já não era tão fácil, levantar do chão tão pouco. Caminhar na avenida debaixo do sol do meio-dia tornou-se árduo. E ninguém entendia o porquê. Ou não queriam entender. Mas bastava cruzar com uma senhora de um pouco mais de 40 anos para ser atingida por um daqueles olhares."Essa juventude." Comecei a me sentir como uma adolescente, daquelas que mal tem corpo formado, aquela história de uma criança carregando outra. Esses olhares que de início machucavam um pouco, viraram aliados, faziam-me imponente e certa de que estava exatamente onde deveria estar. Bah! Não certa, mas segura. Não segura, mas sem medos. Porque as pessoas também fazem isso com você. Talvez se sintam incomodadas quando não demonstramos insegurança ou medo e então querem infiltrar isso em nossos corpos e mentes. Seria o caso de andarmos com cartazes no pescoço "Sim, estamos grávidas. E não, não precisamos dos seus respectivos medos em nossos corpos"? É claro que assusta, é intenso, é pesado. Mas também é lindo, é doar, é renascer. E como seria a vida se não dessa maneira? Podemos não ter ideia do que estamos fazendo, do que nos espera e do que será essa nova caminhada. Mas caminhamos com uma certeza: estamos fazendo. E fazendo como sentimos. Assim que deve ser.
Por favor senhoras e senhores, tirem seus medos de nós.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

10-01-14

naquele dia eu me apaixonei por ele outra vez. acho que era a décima ou vigésima. não, melhor não escrever números, porque os números sempre mentem. mas eu me apaixonei de novo. e talvez pelo dente quebrado ou por como os óculos te caem no rosto. até pelo dedo rasgado eu me apaixonei. e mesmo com a barba feita. e como todo o mundo parece explodir em calma quando você está perto e como nos sentimos cômodos um com o outro. o jeito que você assobia uma canção enquanto está pintando. e o ângulo que você inclina a cabeça sempre que desenha. como inclina todo o seu corpo enquanto está desenhando. e me olha. como toca a madeira e põe toda sua concentração nela. como põe toda concentração em tudo que faz - e como eu sinto inveja disso! naquela noite eu me apaixonei por você de novo e foi tão natural que me fez chorar. talvez haja gente que exploda de amor por nunca chorar por ele. naquela noite eu não saberia dizer o porquê, mas de novo me apaixonei por você. talvez sejam os óculos ou como eles me olham.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Uf! Recomeçou...
que possamos celebrar novos erros!

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

()

o corpo sem paz
que fadiga de noite
fadiga de dia
proclama a dor
e reclama companhia
chora de saudade
chora de vitamina
falta paciência
sobra poesia.

sábado, 14 de dezembro de 2013

conta gotas

se paracetamol ou

dimenidrinato

fosse remédio 
pra toda dor 
cloridrato de piridoxina 
não enchia
a vesicula 
biliar

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

''Minduim cresceu nas águas
dizendo adeus à solidão
entre o cloro e elásticos
controlando a respiração
não se molha na chuva
nem tem medo de trovão
dá cambalhotas ao meio dia
à tarde dorme na escuridão
não come tapioca, tão pouco feijão
gosta mesmo de batata palha,
frita ou assada no fogão
decidiu que por uns meses
viveria de absorção
despendeu toda energia
alimentando o coração.''

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

às lindas casualidades.

''No es la necesidad, sino la casualidad, la que está llena de encantos. Si el amor debe ser inolvidable, las casualidades deben volar hacia él desde el primer momento(...)''

esse mundo que é só grandeza, depois de um tempo, deixou de ser cruel. desde o dia em que você apareceu nele. no meu mundo. desde o dia em que eu cruzei a porta de madeira pela primeira vez, desde a primeira pizza vegetariana, o primeiro olhar e o primeiro sorriso. desde a música que não saía da minha cabeça, ''decime como se llama, por favor!''. desde o primeiro toque de amor que durou uma eternidade. desde o primeiro choro de saudade. desde o dia que eu percebi que você não era mais um, mas um. foi quando eu agradeci por todas as casualidades que me levaram até você. desisti de numerá-las e me permiti senti-las. me permiti dançar no living com você enquanto as pessoas dormiam, e andar como patito ao cruzar a rua. permiti que todos vissem o quanto tudo aquilo que existe aqui dentro é teu. e o quanto isso me agrada. a tua presença com a minha. e poder contar todos os lunares do teu rosto. e não se importar com as horas. porque todo tempo do mundo é muito pouco com você.

te amo nesses dias em que a vida se clareou pra mim. obrigada por mostrar-me que eu não sabia nada das coisas. você é o meu melhor acaso.  






"es kónnte auch anders sein: también podía haber sido de otro modo",  mas nesse instante, outra forma de felicidade não me cabe.