Era só um ponto de ônibus. Era um lar, um abrigo, um refúgio. Poderia ser um coqueiro, uma palafita, um casebre qualquer, mas era o ponto de ônibus. Poderia ser eu ou você debaixo dele. Mas por algum motivo que eu não compreendo bem, por alguma razão que vai além da minha capacidade de raciocínio, era Fabiana e sua filha, Mirian.
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
O ponto de ônibus...
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
zzZz
Não tem jeito, quando ela te alcança, é fatal. É um vira de cá, vira de lá e pronto: todas suas ideias, pensamentos e esperanças do dia seguinte parecem tão estúpidos que talvez você até desista de tudo. Um copo de água, talvez uma dose bem forte de alguma bebida muito ruim, ou para os mais ousados, café.
02:23
E por que é tão difícil verbalizar certas inseguranças e incertezas tão claramente expostas na mente e emaranhadas na alma ?
02:25
E nada...parece mesmo uma eternidade de tempo aqui nesse colchão.
Sozinho o relógio é ainda mais ingrato.
02:26
Insônia...pra quê?
Hora de encarar o cobertor,
ou quem sabe um programa na televisão de mau gosto...
02:23
E por que é tão difícil verbalizar certas inseguranças e incertezas tão claramente expostas na mente e emaranhadas na alma ?
02:25
E nada...parece mesmo uma eternidade de tempo aqui nesse colchão.
Sozinho o relógio é ainda mais ingrato.
02:26
Insônia...pra quê?
Hora de encarar o cobertor,
ou quem sabe um programa na televisão de mau gosto...
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
"O que não tem certeza...
...nem nunca terá!"
Durante muito tempo me flagrava pensando o que estava fazendo com a minha vida. Somente agora - embora não sem muitas frustrações e outras tanta pedras(e perdas) - percebi que não era o quê eu fazia, mas como eu seguia nisso.
Que tipos de caminhos eu trilhava e que tipos de pessoas eu permitia que trilhassem comigo, ou até mesmo, quantas vezes não desviei a rota por causa de alguém? Por onde isso me levou? Aonde eu cheguei?
E novamente as perguntas erradas. Não consigo achar uma resposta pra elas e talvez nunca consiga. Nem uma soluçãozinha pra tanta palpitação aqui dentro? Parece tão injusto...
Não é preciso muitas palavras pra isso, um mundo de gente sente-se assim no mínimo dez vezes a cada trinta dias...meio jogado, meio bambo, meio cai-ou-não-cai. E essa é minha grande dúvida: qual a beleza nisso? De certo existe. Sempre existe uma beleza irresistível na tristeza. O momento em que se cai, quando você finalmente olha ao redor e como um insight tudo flui nessa cabeça oca, ou quando levantamos e mais uma vez criamos a ilusão de que tudo serão flores novamente?
Também não consegui achar o final pra esse texto...e isso não é nem um pouco injusto.
Durante muito tempo me flagrava pensando o que estava fazendo com a minha vida. Somente agora - embora não sem muitas frustrações e outras tanta pedras(e perdas) - percebi que não era o quê eu fazia, mas como eu seguia nisso.
Que tipos de caminhos eu trilhava e que tipos de pessoas eu permitia que trilhassem comigo, ou até mesmo, quantas vezes não desviei a rota por causa de alguém? Por onde isso me levou? Aonde eu cheguei?
E novamente as perguntas erradas. Não consigo achar uma resposta pra elas e talvez nunca consiga. Nem uma soluçãozinha pra tanta palpitação aqui dentro? Parece tão injusto...
Não é preciso muitas palavras pra isso, um mundo de gente sente-se assim no mínimo dez vezes a cada trinta dias...meio jogado, meio bambo, meio cai-ou-não-cai. E essa é minha grande dúvida: qual a beleza nisso? De certo existe. Sempre existe uma beleza irresistível na tristeza. O momento em que se cai, quando você finalmente olha ao redor e como um insight tudo flui nessa cabeça oca, ou quando levantamos e mais uma vez criamos a ilusão de que tudo serão flores novamente?
Também não consegui achar o final pra esse texto...e isso não é nem um pouco injusto.
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
#25
Existia alguma coisa naquele rapaz, alguma coisa que paralisava-a e ao mesmo tempo, irritava. Talvez fosse aquela falsa sensação de liberdade que ele transmitia, talvez fosse o sorriso, a espontaneidade ou o modo como ele adentrava uma roda de bar e despertava olhares.
Ela não tinha aquilo, contida, discreta, como uma mulher deve ser. E talvez fosse isso que o encantou, a simplicidade, aquele jeito de nunca-querer-chamar-atenção e como ela parecia bem vivendo dessa maneira.
Alguns quilômetros, outras centenas de cartas e empecilhos, alguns anos...
Quanto tempo é preciso para aceitar o amor de outra pessoa? O quanto de força temos que criar para superar tantas barreiras? Não tenho certeza se vocês possuem essas respostas, mas, certamente estão bem perto disto.
Vinte e cinco anos passaram como um estalo de dedos. Não foi nada fácil - e continua não sendo -, mas quem começou a espalhar por aí que o amor era simples?
Obrigada por criar criar dentro de mim uma vontade de ser melhor e lutar para fazer a vida de alguém muito melhor. Espero construir uma história estruturada cheia de carinho como vocês.
Amo demais!
'Pergunte pro seu Orixá,
o amor só é bom se doer!'
'Pergunte pro seu Orixá,
o amor só é bom se doer!'
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
escalada.
Como se estivéssemos continuamente pré-destinados a caminhar sempre e sempre na mesma direção, embora as paisagens e os personagens pareçam tão distintos, estamos sempre na mesma linha, na mesma reta, olhando apenas de outra perspectiva. Os caminhos tão sujos e entulhados que nos turvam a vista e amarram os pés. Sempre e sempre...
Criamos esconderijos e lugares secretos onde depositamos todas nossas esperanças, medos, paixões, desejos em busca de algo real. Ou que nos façam sentir reais e não mais uma unidade. Dizemos não à algumas rotas e quando olhamos mais de perto, chegamos ao destino que deveríamos.
Acho que no final de tudo, não importa a trilha, muito menos o destino final. Acredito em algo muito maior, algo nesse ínterim que nos faz sentir vivos nem que seja por um mínimo segundo.
Medo de chegar a lugar nenhum.
terça-feira, 27 de setembro de 2011
Pano de confetes.
A gente sabe que esvaziou quando, quanto mais respiramos, menos conseguimos sentir. E não é por falta de querer mas, como dizia um carequinha muito do sabido, 'por limitação humana'.
Nada.
.
.
.
Vazio e oco cabem em uma mesma oração?
.
Ele sonhou que algo estava errado e, sonhando acordada do outro lado, ela também sabia que algo não se encaixava. Mas seguiam em frente como se a verdade fosse incapaz de saltar aos olhos. Nada era forte o suficiente para tirar-lhe o sono.
Nada.
Até essa noite.
.
.
.
.
Fugir nunca soou tão excitantemente.
Nada.
.
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Vazio e oco cabem em uma mesma oração?
.
Ele sonhou que algo estava errado e, sonhando acordada do outro lado, ela também sabia que algo não se encaixava. Mas seguiam em frente como se a verdade fosse incapaz de saltar aos olhos. Nada era forte o suficiente para tirar-lhe o sono.
Nada.
Até essa noite.
.
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Fugir nunca soou tão excitantemente.
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sábado, 10 de setembro de 2011
do lado de dentro.
'Quando eu falava dessas cores mórbidas
Mas eu falava desses homens sórdidos
Quando eu falava desse temporal
Você não escutou.'
Muitas noites no quarto de dormir, sozinha, acompanhada de homens e mulheres sórdidos, pensando em como poderia ser diferente. Porque, na verdade, a gente sempre quer que seja diferente. Buscamos - sempre escondendo de nós mesmos - espontaneamente por algo que mude nossas vidas; adicionamos roupas, adornos, pessoas e outras vulgaridades para enganar a solidão. Ou a solitude?
Amiúde, esses motores e pessoas agudas que passam sob a janela me tiram o sossego, mas pouco do sono. O olhar desta é intrigante, enganador, e(x)trangeiro, exposistor. Além do que se vê. Quantas pessoas passam sob a janela e olham para a mesma ? Quantas não gostariam de saber quem habita o outro lado dela? Quantas não vêem a luz acesa atrás da janela e questionam-se sobre aquele momento? Quantas já não quiseram saltá-la? Quantas decisões foram tomadas naquele parapeito sob o luar e quantas foram concretizadas ao nascer do sol? Quantas e quais ainda serão? Quem ainda se debruçará? Quais serão as suas angústias e temores ?
Esta noite, graças à janela lateral, consigo valorizar meus instantes de solitude e agradecê-los por conseguir enxergar-me com outras lentes - um pouco sujas ainda, verdade que não escondo - lentes de dentro da janela.
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